Bom, no post anterior eu disse que achava chiché a forma como o povo pensa sobre o assunto com a famosa frase "dinheiro não traz felicidade". Acho que tem muito mais poeira debaixo deste tapete... No Brasil, isso é ainda mais cliché. Como moro nos EUA e morei na Europa a maior parte da minha vida, talvez isso tenha influenciado minha forma de pensar e causado essa ojeriza que eu tenho da forma Brasileira de encarar o assunto.
Há uns 5 anos atrás eu tinha um site que vendia um e-book (livro em formato digital ou PDF) sobre como construir um website e montar um negócio online. Eu tinha na época também uma newsletter gratuita que ía toda semana para o pessoal que assinava com artigos. Foram incontáveis os emails que eu recebi de pessoas reclamando que eu estava "cobrando" pelo e-book, pois como era uma forma de "ajuda" para o pessoal abrir um negócio online então eu deveria fazer isso de graça! Estes dias eu estive falando com uma amiga que mora perto de Seattle (onde moro), ela é personal trainer em uma academia e possui um site sobre emagrecimento em português.
Ela me disse que de tanto receber emails de pessoas pedindo ajuda (na ordem de centenas por dia!) ela teve que colocar uma anotação na página de contato do site dizendo que não pode responder os emails individualmente pois ela trabalha o dia inteiro e não pode dar atenção a centenas de emails diários. As pessoas escrevem para ela pedindo ajuda detalhada gratuita, eles querem dietas completas, perguntas respondidas, etc. Quando ela eventualmente responde dizendo que não pode ajudar ninguém neste nível, pois isto seria uma consultoria completa e além de ela não ter tempo, este é o trabalho dela e não é de graça, as pessoas ficam iradas! Ok, as pessoas estão querendo um programa completo de emagrecimento e personal trainer online tudo de graça! E quando ela se nega a fazer isto, elas ficam bravas! Agora, aqui nos EUA isso não acontece. As pessoas respeitam o trabalho umas das outras, elas não ficam pedindo nada de graça como os Brasileiros.
Bom, mas o que isso tudo tem a ver com dinheiro e felicidade? Eu acredito que os clichés que os Brasileiros mantêm em suas cabeças sobre o assunto influencia muito na condição do país e na forma como ele cresce. No Brasil é bonito ser pobre porque "pobre é feliz". Coisas como depressão, solidão, mesquinhez, egoísmo, entre outras são associadas à riqueza. É "feio" cobrar por seus serviços no Brasil, algumas pessoas que trabalham com vendas chegam a se sentir constrangidas ao tentar vender seus produtos.
Dinheiro não traz felicidade? Não ter como pagar suas contas no final do mês te deixa feliz então? O que eu realmente acho é que uma coisa não tem nada a ver com a outra. As razões da felicidade são amplas, distintas e a própria felicidade não é algo estático que uma vez que você a consegue, ela será sempre sua, como um bem que você comprou.
Por outro lado, a falta de dinheiro causa tantos problemas que você ao invés de dedicar seu tempo construindo uma vida na qual você poderá obter a sensação de felicidade que você tanto busca, tem que ficar constantemente apagando os incêndios em sua conta bancária, correndo contra o tempo para pagar as contas no final do mês e continuar tendo uma vida pelo menos digna. Deste ponto, sim, eu acho que dinheiro é necessário para que você tenha tranquilidade suficiente para buscar a felicidade.
Filosofando sobre o dilema entre viver a vida como se não houvesse amanhã e construir um futuro...
sábado, 24 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Dinheiro & Felicidade
Neste final de semana tive uma calorosa discussão estilo "mesa redonda" com meus amigos sobre a questão do dinheiro x felicidade. Estou passando um tempo no Brasil, então esta conversa foi com meus amigos Brasileiros. Eu particularmente acho que existe muito cliché na forma como as pessoas pensam sobre o assunto, principalmente no Brasil onde a influência religiosa que diz que "rico não entra no céu" faz com que as pessoas tenham até uma certa vergonha em dizer que querem ganhar mais dinheiro... Bom, sobre o meu ponto de vista eu vou estar falando no próximo post. Neste eu coloquei este ótimo artigo de Gilberto Wiesel, que é de certa forma uma base para o que eu vou estar falando na sequência:
Pesquisas recentes apontam para a tendência desenfreada em busca do dinheiro para, por meio dele, garantir a tão sonhada felicidade. Afinal, a felicidade é o nosso maior sonho de consumo.
Esse registro é preocupante, pois demonstra a falta de preparação das pessoas, nos critérios que utilizam, em todos os níveis sociais, na busca da felicidade. Os critérios, relacionados à conquista da felicidade, não são claros e/ou definidos, mas é possível perceber a busca sendo feita nas escolhas duvidosas. Explico: um estudo realizado pelas Universidades de Harvard e Estatal da Pensilvânia, com indivíduos de 20 a 64 anos, revelam que o dinheiro, de fato, compra a felicidade. As pessoas mais ricas tendem a ser mais felizes que as pobres, entretanto, os dados coletados apontam para um critério desastroso, por elas utilizado: a comparação!
Exatamente isso! As pessoas com dinheiro, comparam seus ganhos e suas aquisições materiais com aquelas dos indivíduos do mesmo grupo social, ao invés de fazerem a comparação com um grupo social inferior. É nesse ato que nascem os sentimentos sombrios, com o poder de ofuscar a tão desejada felicidade. Nesse momento, o dinheiro simplesmente compra aflição, ansiedade e uma insatisfação profunda. Afinal, com a comparação, os seres humanos percebem que nem sempre possuem o que as pessoas do seu grupo social já conquistaram. Assim o tempo passa a ser insuportavelmente curto para tudo que se pensa ser necessário para evitar a distância entre o que a pessoa conquistou e o que o outro tem a mais.
Essa luta é cruel e não dá trégua. Dia e noite, ano após ano, é sempre a mesma coisa. Praticamente uma corrida, aliás, pior que uma corrida, pois nas competições esportivas, corremos felizes, praticamente flutuamos. Já a corrida da vida acontece com uma incessante falta de ar. O peito aperta e dificulta a respiração serena. Não há muito tempo para isso. Quanto ao ar, não tem importância se ele falta diante do stress causado pelos objetivos gigantescos. O importante é vencer a comparação e, termos a certeza de que estamos perto do que o outro já tem. O resto não importa...
E como fica a felicidade? Afinal, foi com esse tema que iniciamos o artigo. Bem, a felicidade para esses estressadinhos não é atingível, pois ela estará sempre um quilômetro, ou um degrau, ou uma promoção, ou uma aquisição, à frente! Dessa maneira, segundo a pesquisa, quanto mais alto é o rendimento dos demais integrantes do grupo etário e social a que pertencemos, menor é a nossa felicidade. Acrescenta ainda que, ao invés de promover uma felicidade geral, o crescimento contínuo dos rendimentos pode promover uma permanente corrida consumista, em que os indivíduos consomem mais e mais apenas para manter um nível constante de felicidade. O que infelizmente denota uma grande ilusão. E naturalmente a ILUSÃO nunca foi matéria-prima para felicidade. Ao contrário, a matéria-prima para felicidade é a LIBERDADE.
Com ela, conquistamos sem comparar, crescemos sem medir distâncias, desejamos o que, de fato, não nos aprisionará e, finalmente, deixamos os outros livres para crescerem. Enquanto eu, sou livre para voar!Afinal, a liberdade é o espaço que a felicidade precisa!
Gilberto Wiesel ( www.gilbertowiesel.com.br ) é Consultor de Empresas, Conferencista, Empresário, Agropecuarista, Escritor. Graduado em Administração de Empresas. Especialista em Motivação com formação em Qualidade Total. Pós-graduado em Marketing pela FGV, Especializado em Vendas pela ESPM. Master-Practitioner em Programação Neurolingüística pela Sociedade Brasileira de PNL. Formação em Terapia da Linha do Tempo, membro da Time Line Therapy, Hawai-USA. Possui sólida vivência em treinamento de Diretores, Supervisores, Gerentes e Vendedores. Seu foco é a transformação pessoal, formação de líderes e empreendedores. Diretor da C.G.W Consultores Associados. Autor do livro "Você em Primeiro Lugar e do Cd Um Tempo para Vida". Criador do Primeiro Portal de Motivação do País.
Pesquisas recentes apontam para a tendência desenfreada em busca do dinheiro para, por meio dele, garantir a tão sonhada felicidade. Afinal, a felicidade é o nosso maior sonho de consumo.
Esse registro é preocupante, pois demonstra a falta de preparação das pessoas, nos critérios que utilizam, em todos os níveis sociais, na busca da felicidade. Os critérios, relacionados à conquista da felicidade, não são claros e/ou definidos, mas é possível perceber a busca sendo feita nas escolhas duvidosas. Explico: um estudo realizado pelas Universidades de Harvard e Estatal da Pensilvânia, com indivíduos de 20 a 64 anos, revelam que o dinheiro, de fato, compra a felicidade. As pessoas mais ricas tendem a ser mais felizes que as pobres, entretanto, os dados coletados apontam para um critério desastroso, por elas utilizado: a comparação!
Exatamente isso! As pessoas com dinheiro, comparam seus ganhos e suas aquisições materiais com aquelas dos indivíduos do mesmo grupo social, ao invés de fazerem a comparação com um grupo social inferior. É nesse ato que nascem os sentimentos sombrios, com o poder de ofuscar a tão desejada felicidade. Nesse momento, o dinheiro simplesmente compra aflição, ansiedade e uma insatisfação profunda. Afinal, com a comparação, os seres humanos percebem que nem sempre possuem o que as pessoas do seu grupo social já conquistaram. Assim o tempo passa a ser insuportavelmente curto para tudo que se pensa ser necessário para evitar a distância entre o que a pessoa conquistou e o que o outro tem a mais.
Essa luta é cruel e não dá trégua. Dia e noite, ano após ano, é sempre a mesma coisa. Praticamente uma corrida, aliás, pior que uma corrida, pois nas competições esportivas, corremos felizes, praticamente flutuamos. Já a corrida da vida acontece com uma incessante falta de ar. O peito aperta e dificulta a respiração serena. Não há muito tempo para isso. Quanto ao ar, não tem importância se ele falta diante do stress causado pelos objetivos gigantescos. O importante é vencer a comparação e, termos a certeza de que estamos perto do que o outro já tem. O resto não importa...
E como fica a felicidade? Afinal, foi com esse tema que iniciamos o artigo. Bem, a felicidade para esses estressadinhos não é atingível, pois ela estará sempre um quilômetro, ou um degrau, ou uma promoção, ou uma aquisição, à frente! Dessa maneira, segundo a pesquisa, quanto mais alto é o rendimento dos demais integrantes do grupo etário e social a que pertencemos, menor é a nossa felicidade. Acrescenta ainda que, ao invés de promover uma felicidade geral, o crescimento contínuo dos rendimentos pode promover uma permanente corrida consumista, em que os indivíduos consomem mais e mais apenas para manter um nível constante de felicidade. O que infelizmente denota uma grande ilusão. E naturalmente a ILUSÃO nunca foi matéria-prima para felicidade. Ao contrário, a matéria-prima para felicidade é a LIBERDADE.
Com ela, conquistamos sem comparar, crescemos sem medir distâncias, desejamos o que, de fato, não nos aprisionará e, finalmente, deixamos os outros livres para crescerem. Enquanto eu, sou livre para voar!Afinal, a liberdade é o espaço que a felicidade precisa!
Gilberto Wiesel ( www.gilbertowiesel.com.br ) é Consultor de Empresas, Conferencista, Empresário, Agropecuarista, Escritor. Graduado em Administração de Empresas. Especialista em Motivação com formação em Qualidade Total. Pós-graduado em Marketing pela FGV, Especializado em Vendas pela ESPM. Master-Practitioner em Programação Neurolingüística pela Sociedade Brasileira de PNL. Formação em Terapia da Linha do Tempo, membro da Time Line Therapy, Hawai-USA. Possui sólida vivência em treinamento de Diretores, Supervisores, Gerentes e Vendedores. Seu foco é a transformação pessoal, formação de líderes e empreendedores. Diretor da C.G.W Consultores Associados. Autor do livro "Você em Primeiro Lugar e do Cd Um Tempo para Vida". Criador do Primeiro Portal de Motivação do País.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
No Topo do Mundo
Já que estamos falando bastante da questão da atitude e dos elementos do sucesso, acho que este artigo de Tom Coelho tem muito à acrescentar:
"Nenhum homem é uma ilha." (Thomas Morus)
Muitos foram os esportes que já pratiquei. De futebol e basquete, à natação e canoagem, passando por tae kwon-do, esgrima e até pára-quedismo. Mas uma modalidade em especial não ousei exercer: o alpinismo.Vejo cenas de expedições à Cordilheira do Himalaia e fico imaginando a sensação sublime de auto-realização daqueles que chegam ao cume do Monte Everest, ou seja, literalmente ao topo do mundo.
Tive a oportunidade de assistir ao relato de um jovem montanhista canadense, Jamie Clarke, reproduzido num filme intitulado exatamente “No Topo do Mundo”, distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, um de meus principais parceiros. E gostaria de compartilhar algumas lições que pude extrair desta experiência.
1. Não há êxito sem preparação. Um alpinista enfrenta, por meses e até anos, um longo processo de preparação, do corpo e da mente. Tudo isso para desfrutar a glória de chegar ao cume e lá permanecer por não mais do que dez minutos.
2. Siga suas paixões sem obsessão. A persistência e a obstinação são ingredientes para o sucesso. Quando nos apaixonamos por uma idéia nutrimos uma capacidade ímpar de envolvimento e comprometimento. Mas a obsessão cega os olhos, subtrai a racionalidade, gera compulsão que conduz ao conflito e à derrota.
3. Escolhas envolvem lucidez e visão de futuro. O filme apresenta um momento no qual um alpinista encontra-se a apenas uma hora de escalada do topo. Porém, se prosseguir, não terá tempo (o anoitecer se aproxima) e forças para voltar. Neste momento, ele decide retornar, preservando sua vida. Um passo atrás que, com olhos voltados para o futuro, simboliza um avanço e não um retrocesso. Nossas ambições devem estar sempre à altura de nossa capacidade.
4. O foco deve estar no caminho. Embora haja um objetivo maior, é a soma de cada passo, a transposição de cada adversidade, que nos direciona à meta. É o que chamo de “passos de bebê”. Após o engatinhar, a criança descobre que há um novo mundo para ser visto a partir de outra perspectiva. E, entre uma queda e outra, a busca pelo equilíbrio sobre suas pernas é premiada com o cumprimento do objetivo traçado: andar.
5. Reconhecer os erros leva ao aprendizado. Precisamos ser honestos diante de situações adversas. O apresentador conta que, durante uma expedição, o papel higiênico acabou antes do previsto, tornando-se a fonte de conflitos e discórdias. Na verdade, tratava-se apenas de um subterfúgio, uma forma de mascarar questões maiores que estavam sendo negligenciadas. Temos o hábito de evitar os problemas reais e tornar pessoais temas que precisam ser debatidos em busca de soluções.
6. Ou você enfrenta o medo ou o medo vence você. O maior desafio de um alpinista é o medo. O medo da mudança, o medo da insegurança, o medo das circunstâncias. O medo de tomar uma decisão, de dar um passo adiante, causa paralisia e mata o progresso. Você faz o que lhe amedronta e ganha coragem depois. Não antes.
7. Um forte propósito é a melhor fonte de motivação que podemos ter. John, o alpinista que preferiu trilhar o caminho de volta a poucos metros do topo, é vencido pelo cansaço e pela fragilidade do corpo em sua jornada. Recostado em uma rocha, com a neve encobrindo suas pernas e minando o restante de suas forças, a morte o espreita quando sua equipe decide fazer uma ligação via satélite para sua casa. O telefonema providencial, conectado ao rádio de comunicação, encontra sua esposa e filhas pequenas que, com palavras de amor, fazem-no relembrar do compromisso assumido de voltar para sua família com vida. São estas palavras e memórias que, como combustível, incendeiam suas células, possibilitando-lhe retornar à base. O que importa na vida não são as promessas que fazemos, mas as que cumprimos.
8. Nunca escalamos sozinhos. Este não é um esporte individual. A vitória é fruto de um trabalho de equipe. Dos guias e estrategistas, dos colegas que acampam nas bases. Da mão que prepara um café para acalentar o frio e das vozes que calam o silêncio da noite com frases de incentivo. Tal qual no mundo corporativo, é preciso olhar para baixo e agradecer. Sempre.Ao término do filme, sinto-me transformado. Continuo não tendo o preparo físico e as vivências de um alpinista. Mas em minha mente passo a compreender que também tenho meu próprio topo para escalar. Minhas montanhas são outras. Nem melhores, nem piores. Nem mais altas, nem mais baixas. Apenas são as minhas, aguardando-me por desafiá-las, agora mais consciente sobre como fazê-lo.
Tom Coelho ( www.tomcoelho.com.br ), com graduação em Publicidade pela ESPM/SP e Economia pela FEA/USP, tem especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP. Atualmente é consultor financeiro especializado em gestão de passivos, coordenação de processos de reestruturação financeira (turnaround) e habilitação ao crédito, professor universitário nas disciplinas Marketing e Empreendedorismo, e escritor com artigos publicados regularmente por mais de 200 veículos da mídia eletrônica e impressa, inclusive na Argentina, Bolívia, Uruguai, Chile, Venezuela, Panamá, Estados Unidos, Portugal, Espanha e Japão. É co-autor do livro “Roda Mundo, Roda-Gigante”, antologia internacional publicada em 2004 e 2005. Ministra palestras com temática voltada à Qualidade de Vida, Empreendedorismo, Liderança, Motivação, Marketing Pessoal, Criatividade, Planejamento Estratégico, Administração do Tempo, Finanças Pessoais e Conjuntura Econômica. Acumula, ainda, os cargos de Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE (Núcleo de Jovens Empreendedores), vinculado ao Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e Membro do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
"Nenhum homem é uma ilha." (Thomas Morus)
Muitos foram os esportes que já pratiquei. De futebol e basquete, à natação e canoagem, passando por tae kwon-do, esgrima e até pára-quedismo. Mas uma modalidade em especial não ousei exercer: o alpinismo.Vejo cenas de expedições à Cordilheira do Himalaia e fico imaginando a sensação sublime de auto-realização daqueles que chegam ao cume do Monte Everest, ou seja, literalmente ao topo do mundo.
Tive a oportunidade de assistir ao relato de um jovem montanhista canadense, Jamie Clarke, reproduzido num filme intitulado exatamente “No Topo do Mundo”, distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, um de meus principais parceiros. E gostaria de compartilhar algumas lições que pude extrair desta experiência.
1. Não há êxito sem preparação. Um alpinista enfrenta, por meses e até anos, um longo processo de preparação, do corpo e da mente. Tudo isso para desfrutar a glória de chegar ao cume e lá permanecer por não mais do que dez minutos.
2. Siga suas paixões sem obsessão. A persistência e a obstinação são ingredientes para o sucesso. Quando nos apaixonamos por uma idéia nutrimos uma capacidade ímpar de envolvimento e comprometimento. Mas a obsessão cega os olhos, subtrai a racionalidade, gera compulsão que conduz ao conflito e à derrota.
3. Escolhas envolvem lucidez e visão de futuro. O filme apresenta um momento no qual um alpinista encontra-se a apenas uma hora de escalada do topo. Porém, se prosseguir, não terá tempo (o anoitecer se aproxima) e forças para voltar. Neste momento, ele decide retornar, preservando sua vida. Um passo atrás que, com olhos voltados para o futuro, simboliza um avanço e não um retrocesso. Nossas ambições devem estar sempre à altura de nossa capacidade.
4. O foco deve estar no caminho. Embora haja um objetivo maior, é a soma de cada passo, a transposição de cada adversidade, que nos direciona à meta. É o que chamo de “passos de bebê”. Após o engatinhar, a criança descobre que há um novo mundo para ser visto a partir de outra perspectiva. E, entre uma queda e outra, a busca pelo equilíbrio sobre suas pernas é premiada com o cumprimento do objetivo traçado: andar.
5. Reconhecer os erros leva ao aprendizado. Precisamos ser honestos diante de situações adversas. O apresentador conta que, durante uma expedição, o papel higiênico acabou antes do previsto, tornando-se a fonte de conflitos e discórdias. Na verdade, tratava-se apenas de um subterfúgio, uma forma de mascarar questões maiores que estavam sendo negligenciadas. Temos o hábito de evitar os problemas reais e tornar pessoais temas que precisam ser debatidos em busca de soluções.
6. Ou você enfrenta o medo ou o medo vence você. O maior desafio de um alpinista é o medo. O medo da mudança, o medo da insegurança, o medo das circunstâncias. O medo de tomar uma decisão, de dar um passo adiante, causa paralisia e mata o progresso. Você faz o que lhe amedronta e ganha coragem depois. Não antes.
7. Um forte propósito é a melhor fonte de motivação que podemos ter. John, o alpinista que preferiu trilhar o caminho de volta a poucos metros do topo, é vencido pelo cansaço e pela fragilidade do corpo em sua jornada. Recostado em uma rocha, com a neve encobrindo suas pernas e minando o restante de suas forças, a morte o espreita quando sua equipe decide fazer uma ligação via satélite para sua casa. O telefonema providencial, conectado ao rádio de comunicação, encontra sua esposa e filhas pequenas que, com palavras de amor, fazem-no relembrar do compromisso assumido de voltar para sua família com vida. São estas palavras e memórias que, como combustível, incendeiam suas células, possibilitando-lhe retornar à base. O que importa na vida não são as promessas que fazemos, mas as que cumprimos.
8. Nunca escalamos sozinhos. Este não é um esporte individual. A vitória é fruto de um trabalho de equipe. Dos guias e estrategistas, dos colegas que acampam nas bases. Da mão que prepara um café para acalentar o frio e das vozes que calam o silêncio da noite com frases de incentivo. Tal qual no mundo corporativo, é preciso olhar para baixo e agradecer. Sempre.Ao término do filme, sinto-me transformado. Continuo não tendo o preparo físico e as vivências de um alpinista. Mas em minha mente passo a compreender que também tenho meu próprio topo para escalar. Minhas montanhas são outras. Nem melhores, nem piores. Nem mais altas, nem mais baixas. Apenas são as minhas, aguardando-me por desafiá-las, agora mais consciente sobre como fazê-lo.
Tom Coelho ( www.tomcoelho.com.br ), com graduação em Publicidade pela ESPM/SP e Economia pela FEA/USP, tem especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP. Atualmente é consultor financeiro especializado em gestão de passivos, coordenação de processos de reestruturação financeira (turnaround) e habilitação ao crédito, professor universitário nas disciplinas Marketing e Empreendedorismo, e escritor com artigos publicados regularmente por mais de 200 veículos da mídia eletrônica e impressa, inclusive na Argentina, Bolívia, Uruguai, Chile, Venezuela, Panamá, Estados Unidos, Portugal, Espanha e Japão. É co-autor do livro “Roda Mundo, Roda-Gigante”, antologia internacional publicada em 2004 e 2005. Ministra palestras com temática voltada à Qualidade de Vida, Empreendedorismo, Liderança, Motivação, Marketing Pessoal, Criatividade, Planejamento Estratégico, Administração do Tempo, Finanças Pessoais e Conjuntura Econômica. Acumula, ainda, os cargos de Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE (Núcleo de Jovens Empreendedores), vinculado ao Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e Membro do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Você quer uma fórmula para o sucesso?
Aqui vai mais um artigo sensacional de Fran Christy. Aqui ela fala de uma "suposta" fórmula para o sucesso. ''E claro que não existe uma fórmula para se alcançar o sucesso, mas é justamente esse o ponto. Enquanto as pessoas ficam esperando "descobrir" exatamente o que devem fazer para obterem sucesso em seus empreendimentos e objetivos, ou seja, ficam esperando encontrar uma receita de bolo ou uma fórmula pronta, tudo na verdade passa por estes 3 elementos que ela coloca como fundamentais para o sucesso: foco + determinação + continuidade. A soma desses 3 elementos seria = ao sucesso do projeto almejado, enquanto a falta de um deles resultaria em fracasso. Faz muito sentido! Leia e veja se você concorda!
FOCO + DETERMINAÇÃO + CONTINUIDADE
É isso. Só isso. Simples não? Parece que não para a grande avassaladora parte da população que busca constantemente acertar na vida, mas só encontra desilusão e fracasso. Mas qual o problema? Falta de oportunidade como a grande maioria alega? Algum "segredo" que poucos conhecem? Contatos? Certamente que não. Estórias de sucesso pipocam em todos os cantos do mundo, acontecem com pessoas de todas as classes sociais, níveis educacionais e raças. É o mesmo com o fracasso. Pessoas com todas as condições propícias para serem bem sucedidas também fracassam. Esta fórmula, no entanto, está presente em todas os casos onde o sucesso não foi uma simples consequência da sorte, de eventos específicos ou de contatos certeiros.
A grande maioria erra, entretanto, já na primeira parte desta fórmula ao tentar alcançar o sucesso sem um foco específico. Grande parte das pessoas vive a vida à deriva, sem perseguir nada, sem tentar alcançar nada além de uma noção "etérea" de sucesso, como se este em si fosse uma meta a ser buscada. Você já ouviu aqueles ditados: para quem não sabe o que quer, qualquer coisa serve? Ou para quem não sabe em que porto quer chegar, qualquer vento é favorável? O engraçado é que as pessoas simpatizam com essa idéia! Gostam de viver ao sabor do vento, na filosofia do "deixa a vida me levar". O que pode soar poético e bonito nas letras de uma música ou na magia de um filme acaba sendo catastrófico na vida real. A vida geralmente leva quem não toma suas rédeas para lugares onde elas não desejariam estar - quão poético é não ter dinheiro para pagar as contas no final do mês? Pois é, deixou a vida levar, ela levou...
O segundo elemento desta fórmula é a determinação, ou força de vontade, motivação para conquistar o objetivo definido na primeira etapa. Conheço pessoas que sabem o que querem, elas já escolheram seu foco, mas por simples falta de ação, elas não saem do lugar. Ficam olhando seu destino à distância, apenas desejado chegar lá, mas sem força para mover-se em sua direção.
A última - e mais importante - parte desta fórmula é a continuidade. Grande parte dos projetos pessoais e profissionais são abandonados por simples falta de ação. Há uma motivação inicial quando se determina o foco, a pessoa (ou equipe) se sente motivada para conquistar o objetivo, mas quando a poeira baixa, tudo é esquecido, engavetado e um novo projeto é iniciado. Há vários problemas que podem resultar na desistência ou abadono de um projeto, um deles é a falta de planejamento. É relativamente fácil determinar um foco e sentir-se motivado para conquistá-lo, mas na realidade do dia-a-dia, com todas as demadas externas e tudo acontecendo ao mesmo tempo, a pessoa se sente perdida, ela não sabe o que deve fazer para prosseguir e acaba postergado seu projeto até desistir. Outro motivo é a dispersão. Há pessoas que querem fazer muitas coisas ao mesmo tempo, acabam não terminando nada. Ou se motivam com uma nova idéia antes mesmo de colocar a anterior em prática ou de concluí-la.
Se você parar para pensar por alguns minutos nesta fórmula você irá concordar comigo. Se você levar à sério (e à diante) um objetivo definido, você será bem sucedido nele, custe o que custar. A opção de desistência é sempre sua.
Fran Christy - Consultora em desenvolvimento pessoal. Para maiores informações sobre seus livros, artigos e cursos, visite o site Sonhos Estratégicos.
FOCO + DETERMINAÇÃO + CONTINUIDADE
É isso. Só isso. Simples não? Parece que não para a grande avassaladora parte da população que busca constantemente acertar na vida, mas só encontra desilusão e fracasso. Mas qual o problema? Falta de oportunidade como a grande maioria alega? Algum "segredo" que poucos conhecem? Contatos? Certamente que não. Estórias de sucesso pipocam em todos os cantos do mundo, acontecem com pessoas de todas as classes sociais, níveis educacionais e raças. É o mesmo com o fracasso. Pessoas com todas as condições propícias para serem bem sucedidas também fracassam. Esta fórmula, no entanto, está presente em todas os casos onde o sucesso não foi uma simples consequência da sorte, de eventos específicos ou de contatos certeiros.
A grande maioria erra, entretanto, já na primeira parte desta fórmula ao tentar alcançar o sucesso sem um foco específico. Grande parte das pessoas vive a vida à deriva, sem perseguir nada, sem tentar alcançar nada além de uma noção "etérea" de sucesso, como se este em si fosse uma meta a ser buscada. Você já ouviu aqueles ditados: para quem não sabe o que quer, qualquer coisa serve? Ou para quem não sabe em que porto quer chegar, qualquer vento é favorável? O engraçado é que as pessoas simpatizam com essa idéia! Gostam de viver ao sabor do vento, na filosofia do "deixa a vida me levar". O que pode soar poético e bonito nas letras de uma música ou na magia de um filme acaba sendo catastrófico na vida real. A vida geralmente leva quem não toma suas rédeas para lugares onde elas não desejariam estar - quão poético é não ter dinheiro para pagar as contas no final do mês? Pois é, deixou a vida levar, ela levou...
O segundo elemento desta fórmula é a determinação, ou força de vontade, motivação para conquistar o objetivo definido na primeira etapa. Conheço pessoas que sabem o que querem, elas já escolheram seu foco, mas por simples falta de ação, elas não saem do lugar. Ficam olhando seu destino à distância, apenas desejado chegar lá, mas sem força para mover-se em sua direção.
A última - e mais importante - parte desta fórmula é a continuidade. Grande parte dos projetos pessoais e profissionais são abandonados por simples falta de ação. Há uma motivação inicial quando se determina o foco, a pessoa (ou equipe) se sente motivada para conquistar o objetivo, mas quando a poeira baixa, tudo é esquecido, engavetado e um novo projeto é iniciado. Há vários problemas que podem resultar na desistência ou abadono de um projeto, um deles é a falta de planejamento. É relativamente fácil determinar um foco e sentir-se motivado para conquistá-lo, mas na realidade do dia-a-dia, com todas as demadas externas e tudo acontecendo ao mesmo tempo, a pessoa se sente perdida, ela não sabe o que deve fazer para prosseguir e acaba postergado seu projeto até desistir. Outro motivo é a dispersão. Há pessoas que querem fazer muitas coisas ao mesmo tempo, acabam não terminando nada. Ou se motivam com uma nova idéia antes mesmo de colocar a anterior em prática ou de concluí-la.
Se você parar para pensar por alguns minutos nesta fórmula você irá concordar comigo. Se você levar à sério (e à diante) um objetivo definido, você será bem sucedido nele, custe o que custar. A opção de desistência é sempre sua.
Fran Christy - Consultora em desenvolvimento pessoal. Para maiores informações sobre seus livros, artigos e cursos, visite o site Sonhos Estratégicos.
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
"Já estava acostumado a não ganhar..."
Tenho falado bastante sobre as diferenças entre perdedores e vencedores no jogo da vida. Encontrei este artigo nas minhas andanças pela web e acho que ele te muito a ver com o conteúdo dos posts anteriores. Este artigo é de Dill Casella:
Com essa irônica e bem humorada frase, o diretor Martin Scorsese, com a tão sonhada estatueta em mãos, recebeu os repórteres do mundo inteiro após sua consagração no Oscar 2007, em Los Angeles.Ignorado nos anos 70, 80 e 90, após seis indicações de trabalhos maravilhosos, finalmente o diretor pôde abrir seu sorriso de campeão com Os Infiltrados sendo também consagrado como melhor filme.
Quem esteve em minhas últimas palestras, lembra-se dos exemplos de pessoas com aptidão, que treinaram, exercitaram, superaram adversidades para atingirem seus objetivos! Falei de Cafu, Marilyn Monroe, Ayrton Senna, Beatles, U2, Thomas Edison e outros tantos!! Todos, incluindo o diretor de cinema novaiorquino, esbanjam um ingrediente vencedor: ATITUDE!!!Após seguidas frustradas indicações ao Oscar, deveria Scorsese ter seu talento sucumbido a filmes absolutamente comerciais, tipo linha B e ao ostracismo?
E nós, que muitas vezes mesmo com ATITUDE, fazemos nossa parte e não conseguimos atingir os objetivos? O que falta? Em muitas vezes, falta foco, mas na grande maioria, falta só um pouquinho...um pouquinho mais de desempenho que fará uma diferença fenomenal no resultado!! É a pequena distância que separa um velocista de outro ao cruzarem a linha de chegada de uma competição!! E como não temos como medir esse só um pouquinho, façamos o seguinte trato: jamais acharemos que já fizemos o suficiente e jamais economizaremos em ATITUDE!! ATITUDE é o oposto de acomodação e sucesso é resultado de entrega!!
Fui ao Aurélio pesquisar o significado de ATITUDE: Reação ou maneira de ser, em relação a determinada pessoa, objeto, situação, etc. Propósito, ou maneira de se manifestar esse propósito.Propósito: Eis outra palavra intrigante!! Você ai, leitor, qual é o seu propósito? De vida? Profissional? Para o universo? Para o próximo? Fico intrigado com as respostas que tenho ouvido sobre tal questionamento. Ou resume-se a um abrangente ser feliz!, lembrando que o conceito de felicidade varia de pessoa para pessoa tanto quanto o DNA...Ou então, simplesmente as pessoas não tem propósito...Isso mesmo, simplesmente vivem um dia após o outro...
Ainda no espírito cinematográfico, agora, longe da atmosfera do Oscar, bem aqui na terra do PAC, o filme Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim retrata claramente o fantasma da falta de propósito. O documentário, excelente por sinal, mostra escolas brasileiras que fingem ensinar alunos que fingem aprender. Mostra ainda pontos comuns entre jovens da periferia e áreas nobres, tais como ausência dos pais, falta de perspectiva, medo e impotência para reagir, sair da vala comum. E justamente quem avança, mesmo que sejam milímetros em relação aos demais em um escala de ATITUDE, é quem faz a diferença!!
Abandonemos, portanto, o fogo brando, a água morna, o amanhã eu faço, o não tem jeito, isso não é comigo, sei lá...
Acostumar-se a não ganhar o Oscar jamais foi verdade para Martin Scorsese! Ele apresentou incansavelmente suas obras ao mundo que não teve outra alternativa a não ser render-se a seu talento e propósito!!
Qual é o seu Oscar, leitor? E se todos buscarem suas estatuetas, qual a resultante dessa revolução de ATITUDES? Certamente colaboraremos muito para deixarmos a vice lanterna em crescimento nas Américas...Eis a revolução que precisamos: a de ATITUDES!! Antes que seja tarde...que preceda a hibernação do conformismo...
Dill Casella é especialista em análise do ambiente corporativo, liderança e relações humanas, possui mais de 15 anos de atuação em vendas e desenvolvimento de mercado. Engenheiro Civil, pós em Marketing, Desenvolvimento Gerencial e Practitioner em PNL Compositor e ator amador. Dill Casella também é Escritor de artigos publicados regularmente em veículos de mídia eletrônica e impressa sobre vendas, liderança, atendimento ao cliente, motivação, entre outros.
Com essa irônica e bem humorada frase, o diretor Martin Scorsese, com a tão sonhada estatueta em mãos, recebeu os repórteres do mundo inteiro após sua consagração no Oscar 2007, em Los Angeles.Ignorado nos anos 70, 80 e 90, após seis indicações de trabalhos maravilhosos, finalmente o diretor pôde abrir seu sorriso de campeão com Os Infiltrados sendo também consagrado como melhor filme.
Quem esteve em minhas últimas palestras, lembra-se dos exemplos de pessoas com aptidão, que treinaram, exercitaram, superaram adversidades para atingirem seus objetivos! Falei de Cafu, Marilyn Monroe, Ayrton Senna, Beatles, U2, Thomas Edison e outros tantos!! Todos, incluindo o diretor de cinema novaiorquino, esbanjam um ingrediente vencedor: ATITUDE!!!Após seguidas frustradas indicações ao Oscar, deveria Scorsese ter seu talento sucumbido a filmes absolutamente comerciais, tipo linha B e ao ostracismo?
E nós, que muitas vezes mesmo com ATITUDE, fazemos nossa parte e não conseguimos atingir os objetivos? O que falta? Em muitas vezes, falta foco, mas na grande maioria, falta só um pouquinho...um pouquinho mais de desempenho que fará uma diferença fenomenal no resultado!! É a pequena distância que separa um velocista de outro ao cruzarem a linha de chegada de uma competição!! E como não temos como medir esse só um pouquinho, façamos o seguinte trato: jamais acharemos que já fizemos o suficiente e jamais economizaremos em ATITUDE!! ATITUDE é o oposto de acomodação e sucesso é resultado de entrega!!
Fui ao Aurélio pesquisar o significado de ATITUDE: Reação ou maneira de ser, em relação a determinada pessoa, objeto, situação, etc. Propósito, ou maneira de se manifestar esse propósito.Propósito: Eis outra palavra intrigante!! Você ai, leitor, qual é o seu propósito? De vida? Profissional? Para o universo? Para o próximo? Fico intrigado com as respostas que tenho ouvido sobre tal questionamento. Ou resume-se a um abrangente ser feliz!, lembrando que o conceito de felicidade varia de pessoa para pessoa tanto quanto o DNA...Ou então, simplesmente as pessoas não tem propósito...Isso mesmo, simplesmente vivem um dia após o outro...
Ainda no espírito cinematográfico, agora, longe da atmosfera do Oscar, bem aqui na terra do PAC, o filme Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim retrata claramente o fantasma da falta de propósito. O documentário, excelente por sinal, mostra escolas brasileiras que fingem ensinar alunos que fingem aprender. Mostra ainda pontos comuns entre jovens da periferia e áreas nobres, tais como ausência dos pais, falta de perspectiva, medo e impotência para reagir, sair da vala comum. E justamente quem avança, mesmo que sejam milímetros em relação aos demais em um escala de ATITUDE, é quem faz a diferença!!
Abandonemos, portanto, o fogo brando, a água morna, o amanhã eu faço, o não tem jeito, isso não é comigo, sei lá...
Acostumar-se a não ganhar o Oscar jamais foi verdade para Martin Scorsese! Ele apresentou incansavelmente suas obras ao mundo que não teve outra alternativa a não ser render-se a seu talento e propósito!!
Qual é o seu Oscar, leitor? E se todos buscarem suas estatuetas, qual a resultante dessa revolução de ATITUDES? Certamente colaboraremos muito para deixarmos a vice lanterna em crescimento nas Américas...Eis a revolução que precisamos: a de ATITUDES!! Antes que seja tarde...que preceda a hibernação do conformismo...
Dill Casella é especialista em análise do ambiente corporativo, liderança e relações humanas, possui mais de 15 anos de atuação em vendas e desenvolvimento de mercado. Engenheiro Civil, pós em Marketing, Desenvolvimento Gerencial e Practitioner em PNL Compositor e ator amador. Dill Casella também é Escritor de artigos publicados regularmente em veículos de mídia eletrônica e impressa sobre vendas, liderança, atendimento ao cliente, motivação, entre outros.
domingo, 21 de janeiro de 2007
Empreendedor dos próprios sonhos
Este artigo de Fran Christy é simplesmente fantástico:
Mergulhadas no ópio da rotina, as pessoas negligenciam seus sonhos e vão perdendo a capacidade de sonhar. Levam suas vidas sem direção, sobrecarregadas e insatisfeitas, escravas de suas construções burocráticas, na fantasia de que um dia tudo mude se ganharem na loteria, se esposa deixar, se o chefe, se Deus ajudar... Como estas pessoas estarão em 2010? Se não houver ações claras e direcionadas da sua parte, não se iluda, tudo pode continuar exatamente do jeito que está. César Souza
Ao longo do tempo que venho trabalhando com coaching e treinamento na área de planejamento pessoal, um dos maiores obstáculos que tenho observado nas pessoas que desejam organizar suas vidas e adquirir maior qualidade de vida é a ausência de sonhos. Ou numa linguagem mais clara, uma ambição fraca. Como é possível planejar a própria vida se não há nada a ser conquistado? Para que aprender a administrar melhor o tempo se não haverão frutos futuros?
Comecei então a trabalhar com algumas pessoas no sentido de auxiliá-las a descobrir um sentido para a própria vida. Não o sentido abstrato, do significado da vida em si, mas na descoberta de objetivos a serem alcançados. Quem não sonha não alcança nada, nem grande, nem pequeno, simplesmente passa pela vida, mas não "participa" dela.
Muitas pessoas subestimam a própria capacidade de realização. Pensam que "sonhar" só é "permitido" àquelas pessoas que são empreendedores natos, possuem grande carisma e capacidade de liderança, persistência e determinação. Um sonho não precisa ser necessariamente algo grandioso, difícil, que exigirá um grande sacrifício pessoal. Seus sonhos podem ser pequenos ou grandes, isso não importa. O que importa é que você os tenha. Viver sem sonhos é abdicar do poder pessoal que todos temos de conduzir nossas vidas.
Quem não vive os próprios sonhos é um mero coadjuvante dos sonhos dos outros. Esse fato influi diretamente na auto-estima e na autoconfiança. Quem não acredita que pode conseguir realizar aquilo que deseja, coloca o poder de condução da própria vida nas mãos de outra(s) pessoa(s), e isso tem um impacto profundo no conceito que a pessoa tem de si mesma, tornando-a fraca, manipulável e indecisa.
Para proteger o ego da triste realidade de não ter sonhos, entretanto, muitas pessoas generalizam quando falam sobre o assunto, dizendo que seus sonhos são ser feliz, ser bem-sucedido, "se dar bem na vida", ou also generalizado. Me diga agora: Alguém por acaso já desejou ser um fracasso, infeliz ou não se dar bem na vida? Provavelmente não. Estas generalizações não são sonhos, são meros mecanismos de defesa. Se este é o seu caso, não se desespere!
A solução é descobrir quais são os seus verdadeiros sonhos. O que o fará mais feliz? Como você deseja ser bem sucedido? O que significa para você "se dar bem na vida"? As respostas podem clarear um pouco mais as idéias que você tem sobre o seu futuro.
É fundamental entretanto, que você se defina de um lado do muro - ficar em cima dele não é a solução - a pior alternativa é simplesmente não decidir e ficar esperando que as coisas se resolvam ou que a sua vida mude para melhor sem ação da sua parte.
Seus sonhos podem ser coisas simples como conseguir um emprego que o satisfaça, morar num lugar melhor ou ter mais tempo para conviver com a família. Como eu disse, sonhos não são necessariamente grandiosos, como a palavra dá a entender.
Sabendo o que você quer conquistar, o planejamento torna-se uma simples ferramenta que vai dinamizar a sua jornada até ele. A administração do tempo então, torna-se uma forma de organizar melhor a rotina para que você não perca tempo e não desperdice esforços em sua busca pela realização.
Fran Christy - Consultora em desenvolvimento pessoal. Maiores informações sobre seus livros, artigos e cursos, visite o site Sonhos Estratégicos.
Mergulhadas no ópio da rotina, as pessoas negligenciam seus sonhos e vão perdendo a capacidade de sonhar. Levam suas vidas sem direção, sobrecarregadas e insatisfeitas, escravas de suas construções burocráticas, na fantasia de que um dia tudo mude se ganharem na loteria, se esposa deixar, se o chefe, se Deus ajudar... Como estas pessoas estarão em 2010? Se não houver ações claras e direcionadas da sua parte, não se iluda, tudo pode continuar exatamente do jeito que está. César Souza
Ao longo do tempo que venho trabalhando com coaching e treinamento na área de planejamento pessoal, um dos maiores obstáculos que tenho observado nas pessoas que desejam organizar suas vidas e adquirir maior qualidade de vida é a ausência de sonhos. Ou numa linguagem mais clara, uma ambição fraca. Como é possível planejar a própria vida se não há nada a ser conquistado? Para que aprender a administrar melhor o tempo se não haverão frutos futuros?
Comecei então a trabalhar com algumas pessoas no sentido de auxiliá-las a descobrir um sentido para a própria vida. Não o sentido abstrato, do significado da vida em si, mas na descoberta de objetivos a serem alcançados. Quem não sonha não alcança nada, nem grande, nem pequeno, simplesmente passa pela vida, mas não "participa" dela.
Muitas pessoas subestimam a própria capacidade de realização. Pensam que "sonhar" só é "permitido" àquelas pessoas que são empreendedores natos, possuem grande carisma e capacidade de liderança, persistência e determinação. Um sonho não precisa ser necessariamente algo grandioso, difícil, que exigirá um grande sacrifício pessoal. Seus sonhos podem ser pequenos ou grandes, isso não importa. O que importa é que você os tenha. Viver sem sonhos é abdicar do poder pessoal que todos temos de conduzir nossas vidas.
Quem não vive os próprios sonhos é um mero coadjuvante dos sonhos dos outros. Esse fato influi diretamente na auto-estima e na autoconfiança. Quem não acredita que pode conseguir realizar aquilo que deseja, coloca o poder de condução da própria vida nas mãos de outra(s) pessoa(s), e isso tem um impacto profundo no conceito que a pessoa tem de si mesma, tornando-a fraca, manipulável e indecisa.
Para proteger o ego da triste realidade de não ter sonhos, entretanto, muitas pessoas generalizam quando falam sobre o assunto, dizendo que seus sonhos são ser feliz, ser bem-sucedido, "se dar bem na vida", ou also generalizado. Me diga agora: Alguém por acaso já desejou ser um fracasso, infeliz ou não se dar bem na vida? Provavelmente não. Estas generalizações não são sonhos, são meros mecanismos de defesa. Se este é o seu caso, não se desespere!
A solução é descobrir quais são os seus verdadeiros sonhos. O que o fará mais feliz? Como você deseja ser bem sucedido? O que significa para você "se dar bem na vida"? As respostas podem clarear um pouco mais as idéias que você tem sobre o seu futuro.
É fundamental entretanto, que você se defina de um lado do muro - ficar em cima dele não é a solução - a pior alternativa é simplesmente não decidir e ficar esperando que as coisas se resolvam ou que a sua vida mude para melhor sem ação da sua parte.
Seus sonhos podem ser coisas simples como conseguir um emprego que o satisfaça, morar num lugar melhor ou ter mais tempo para conviver com a família. Como eu disse, sonhos não são necessariamente grandiosos, como a palavra dá a entender.
Sabendo o que você quer conquistar, o planejamento torna-se uma simples ferramenta que vai dinamizar a sua jornada até ele. A administração do tempo então, torna-se uma forma de organizar melhor a rotina para que você não perca tempo e não desperdice esforços em sua busca pela realização.
Fran Christy - Consultora em desenvolvimento pessoal. Maiores informações sobre seus livros, artigos e cursos, visite o site Sonhos Estratégicos.
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Auto-motivação
A capacidade de se automotivar é uma das mais invejadas e almejadas habilidades humanas. E o motivo é fácil de se entender. Uma pessoa que consegue encontrar a motivação dentro de si mesma pode furar o céu. Ela não depende de que ninguém lhe dê um incentivo, não espera que as condições da vida sejam favoráveis, não espera que o governo dê um jeito na economia para que ela possa tomar uma atitude na vida. Não, ela simplesmente possui uma força "misteriosa" que lhe impulsiona para frente.
Na verdade, a auto-motivação é a única verdadeira forma de motivação. Qualquer outra forma de se motivar através de uma fonte externa é artificial, efêmera e condicional. Pense por um momento: quando você se motiva através de um input externo, você torna-se dependente daquele incentivo para agir. Sua motivação simplesmente escorre pelo ralo quando esse incentivo é retirado.
Por outro lado, a pessoa auto-motivada, ao não condicionar sua vontade para a ação a um elemento externo, coloca em si mesma toda a responsabilidade pela manuteção da energia que a impulsiona.
Na verdade, a auto-motivação é a única verdadeira forma de motivação. Qualquer outra forma de se motivar através de uma fonte externa é artificial, efêmera e condicional. Pense por um momento: quando você se motiva através de um input externo, você torna-se dependente daquele incentivo para agir. Sua motivação simplesmente escorre pelo ralo quando esse incentivo é retirado.
Por outro lado, a pessoa auto-motivada, ao não condicionar sua vontade para a ação a um elemento externo, coloca em si mesma toda a responsabilidade pela manuteção da energia que a impulsiona.
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